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António Francisco Nogueira

URI: https://gams.uni-graz.at/o:hsa.persons#P.2309
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Zitiervorschlag: Silvio Moreira de Sousa (2015): António Francisco Nogueira. In Bernhard Hurch (Hrsg.): Hugo Schuchardt Archiv. Online unter https://gams.uni-graz.at/o:hsa.person.2309, abgerufen am 06. 03. 2026. Handle: hdl.handle.net/11471/518.10.2.2309.


Einleitung

Die Korrespondenz zwischen Antonio Francisco Nogueira und Hugo Schuchardt wurde von Silvio Moreira de Sousa bearbeitet, kommentiert und eingeleitet.

Bedeutung

(????-1899?)

António Francisco Nogueira wurde vermutlich in Pernambuco, Brasilien geboren, sein Geburtsdatum ist jedoch nicht bekannt (Cosme 2006:98). 1849/1850 wanderte Nogueira wegen der Revolução Praieira nach Moçâmedes (heutige Provinz von Namibe, Angola) aus und lebte dort 25 Jahre lang (Cosme 2011:76). Dort verfasste Nogueira Zeitungsbeiträge (Ribeiro 2012:38) und war zudem als Handelskaufmann (Oliveira 1997:15), Politiker, Bankangestellter, Bauer (Cosme 2006:100) und autodidaktischer Ethnologe tätig (Cosme 2011 :76). Laut Cosme (2006:99) erwarb er einen Teil seiner wissenschaftlichen Kenntnisse durch den Kontakt mit europäischen Naturforschern in Südangola, wie z. B. Ladislau Magyar, José Anchieta und dem Botaniker Friedrich Welwitsch. Diese Kenntnisse zeigten sich in einem Werk (Nogueira 1880), in dem er das Konzept von Ethnizität im Kontext der portugiesischen Kolonien anhand der Naturwissenschaftstheorien von Armand de Quatrefages, Paul Topinard, Jean-Baptiste Lamarck, Ernst Haeckel und Clémence Boyer diskutierte (Silva 2011:241-242). 1876 zog er nach Lissabon, wo er noch im selben Jahr Mitglied der Sociedade de Geografia de Lisboa wurde. Zwischen 1882 und 1884 lebte Nogueira auf der Insel São Tomé und stand dort im Dienst des Banco Nacional Ultramarino. Drei Jahre später reiste Nogueira nochmals im Auftrag des Banco Nacional Ultramarino: diesmal nach Mosambik und nach Goa, wo er sich bis 1888 aufhielt und Material für ein weiteres Werk sammelte (Nogueira 1893). In Goa wurde Nogueira in eine Polemik um den portugiesischen Kolonialismus verwickelt (Lobo 2013:128). Er nahm am Comissão de Exploração e Civilização da África der Sociedade de Geografia de Lisboa teil.

Briefedition und Kommentare

Die Briefe von António Francisco Nogueira an Schuchardt (Bibliotheksnummern 07932 und 07933) stammen aus der Zeit zwischen 1885 und 1886. Die Briefe verteilen sich chronologisch folgendermaßen:

1885 1 Brief

1886 1 Brief

Die Initiative zur Korrespondenz ging anscheinend von Nogueira aus, als er Schuchardt einen Separatabdruck eines Artikels schickte. Die Briefe Nogueiras an Schuchardt sind in portugiesische Sprache verfasst.

Bibliographie

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Weiss, Brigitta. 1986. Katalog der Schuchardt-Bibliothek. Graz (= Universitätsbibliothek Graz, Bibliographische Informationen 6). 3. Auflage.

Herkunft der Digitalisate

Die von António Francisco Nogueira an Hugo Schuchardt verschickten Briefe befinden sich in:

Universitätsbibliothek Graz Abteilung für Sondersammlungen